segunda-feira, 18 de agosto de 2014

As coisas que fazemos e as que deixamos por fazer

a pair of pears


Tenho sempre uma lista mental de coisas que quero fazer: a bainha aos cortinados da sala, a almofada em crochet para o sofá, a arrumação e limpeza da despensa e podia ficar nisto o resto do dia. Mas quando penso no que fiz ontem à noite, sendo que acabei de jantar cedo e tive umas duas horinhas antes de ir dormir detecto que não risquei nenhum dos items da minha lista, pelo contrário estive a navegar na internet e a ver um episódio do Blue Bloods online..

Gostava de descobrir que mecanismo psicológico é esse que, sabendo de antemão que me vou sentir super realizada por riscar uma daquelas linhas da lista interminável, me impede de o fazer, desmotivando-me até e focando toda a minha atenção em actividades fúteis e que em nada me realizam.

Talvez seja uma fase, talvez seja a correria do dia-a-dia que nos atira para o sofá na ânsia de parar e reagrupar, mas na verdade, não é no sofá nem no pinterest que conseguimos reorganizar os nossos afazeres, nem encontrar um sentido para o corre-corre.

E as coisas que ficam feitas são aquelas que perduram daquilo que nós somos, são a nossa marca. As que não fazemos não se vão materializar por magia, vão simplesmente ficar por fazer.

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